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Máscaras

"Cada vez que ponho uma máscara para esconder minha realidade, fingindo ser o que não sou, faço-o para atrair o outro, e logo descubro ...

20/09/2009

O interminável domingo de garoa

(...) Aceitar a mediocridade como destino nos faz rascunhos do que poderíamos ser se bancássemos nossos desejos e abolíssemos o discurso “a vida é assim mesmo”. Não é, e algo em nós sabe disso e clama por um sentido. Alguns, por pânico do desconhecido, se fingem de mortos até o questionamento passar. Infelizmente, uma hora ele passa. E leva consigo milhares de oportunidades ignoradas, não vividas.

Há pessoas que se contentam com o que suas mãos alcançam. Outras, almas inquietas, trazem em si a urgência visceral de ir além. Sabem que cada momento da busca tem uma razão, principalmente os difíceis (sem dúvida eles existirão). Seguem ao encontro da plenitude, mesmo sem saber se ela é um delírio ou uma conquista pessoal possível. Será esse o quinhão de prazer que nos cabe? Como saber se é melhor ficar com o que quase nos satisfaz ou arriscar conseguir o que realmente se deseja? Como ter certeza de que o prêmio vale o perigo?

Não dá pra ter certeza, o negócio é baseado no risco. E é quando arriscamos topar com a dor que nos tornamos inteiros. Só no instante em que decidirmos viver plenamente é que poderemos, enfim, começar a ser felizes.

Ailin Aleixo é jornalista especializada em gastronomia, tarada por caipirinha e tarte tatin (www.gastrolandia.com.br). Foi colunista da Revista VIP e mantém o blog A Mulher Honesta (mulherhonesta.sites.uol.com.br).

07/09/2009

O mar é minha terra

Trechos do Livro O Mar é minha Terra de Beto Pandiano

Também descobri como é vasto meu oceano interno, e como eu o desconheço, mas estou feliz de ter tido a coragem de começar a me aventurar por ele. E pensar que cada ser deste planeta é um oceano diferente - isto, sim, é vastidão! Agora dá pra entender o que acontece quando dois mares se encontram...

Quero aprender a saborear o presente e desfrutar dele. Sei que é algo que poucos sabem. A maioria prefere trocar o real pela ilusão, o amor pela promessa, a eternidade pela mortalidade.

Hoje me lembrei de uma fase que meu pai me disse quando eu era pequeno (...) Meu pai me explicou o que fazia um homem ser um bom velejador: "Um bom velejador tem que perceber que o vento vai mudar, mas antes que ele mude, ele tem que se antecipar, manobrar o barco e navegar para o lado favorável - esse é o segredo".

Aquelas palavras soaram como magia para mim. (...) Como ele sabia? Onde aprendeu? Em seguida ele me disse: "E assim é a vida: às vezes uma oportunidade aparece e você não percebe, deixa ela passar. Pode ser que ela nunca mais passe, e você a terá perdido para sempre"

O vento e a vida têm seus caprichos, e entendi que só precisava aprender a ler o seus sinais, pois nem sempre teria todo o tempo que imaginava ter.

Por Beto Pandiani